Aqui reúno práticas, reflexões e experiências que, ao longo da vida e em minha trajetória profissional de mais de três décadas, me ensinaram algo sobre a riqueza que se revela quando cuidamos de gente.
A psicologia aparece neste espaço como fio condutor de todas essas vivências — não apenas na clínica, mas na própria vida. Foi nela que aprendia a buscar saídas a situações de impasse, a sustentar esperança em meio a crises e a encontrar sentido nos momentos em que a vida ameaça desmoronar.
É também um espaço de continuidade: é memória da minha trajetória e, ao mesmo tempo, é uma forma de oferecer algo de mim a quem enfrenta suas próprias batalhas. Não tenho a pretensão de ensinar ninguém, mas a riqueza do que aprendi com meus atendimentos pode fornecer indicações. Sinto que não seria justo guardar essas experiências. Tenho o desafio de articulá-las, para que quem chega até aqui possa se servir e crescer com elas: o estudante em busca de rumo, o colega que procura alternativas, aquele que se preocupa com o rigor que resguarda a identidade, a pessoa em sofrimento, ou alguém que apenas deseja encontrar palavras claras para a vida. São exemplos, não limites.
Os textos que compartilho cumprem funções diferentes — oferecer base conceitual, orientar práticas, traduzir temas complexos ou narrar experiências. Mas todas convergem para o mesmo propósito: criar novas possibilidades de interpretação da experiência humana. O critério de permanência é direto: servir com respeito, precisão e cuidado
O que me move não é exibir titulos, mas preservar histórias, soluções, caminhos que vi serem abertos, e que podem eventualmente inspirar outros. Mesmo quando eu não estiver presente, desejo que a possibilidade de diálogo siga aberta.
Se você chegou até aqui, desejo que encontre algo que tenha ressonância — uma ideia, uma experiência ou apenas a confirmação de que a psicologia pode ser, ao mesmo tempo, sensível e objetiva. E, se puder te ajudar... brindarei esta experiência.
Mestre em Processos Comportamentais pela Universidade de Brasília – UnB
Especialista em Psicologia Clínica Comportamental reconhecido pelo Conselho Regional de Psicologia – CRP/DF
Especialista em Estratégia Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas – FGV/Management
Ajutor do livro “Gestão por Competências”, da Série FGV Management
Já atuei como professor de disciplinas em cursos de graduação e Pós-graduação, na área de Psicologia e Administração no Uniceub, na FGV e no Ibmec – DF
Atuei ainda, como Diretor da INTELETTO – Instituto de Desenvolvimento de Competências
Atualmente, além de Psicólogo Clínico, sou pesquisador e consultor, trabalhando em projetos relacionados à Gestão de Pessoas por Competências e implantação em soluções inovadoras para o desenvolvimento de pessoas.
Kleuton Izidio
Psicólogo Clínico
CRP-DF 0000-0000
Este texto não é currículo nem cartão de visitas: é um registro de minha trajetória, contado como quem partilha a bagagem que a psicologia me ajudou a construir, sem reservas.
Trago da infância uma curiosidade latente. Antes de conhecer a psicologia, fui desenvolvendo meu jeito de responder a conflitos e impasses. Já tentava ir além do que era dito e do que não era dito. Me dediquei a melhorar minha compreensão do outro. Filmes, livros e músicas me serviram de apoio para despertar meu olhar para o que não era expresso em palavras.
Quando mais novo, pensei ser padre, médico ou bombeiro. Hoje percebo que não eram interesses aleatórios, mas expressavam um mesmo impulso: aprender a cuidar. A psicologia acabou sendo o lugar onde esse impulso encontrou forma — uma prática que une presença, técnica e responsabilidade.
Também me atraíam a lógica e a tecnologia: o prazer de organizar o que parecia caótico. Àquela altura, se alguém dissesse que eu seria psicólogo, eu riria. Mas a vida às vezes empurra com suavidade.
Agradeço a uma amiga que, com carinho firme, me apontou que deveria escolher algo que se apoiasse no que eu já fazia desde sempre: estar presente, acolher dores, organizar caos interno, escutar tanto o dito quanto o silêncio. Mais tarde percebi que a Análise do Comportamento me oferecia linguagem, método e estrutura para esse movimento — rigor epistemológico, sem apagar a sensibilidade. E foi aí que me conectei com o lado que sempre valorizei mais que a racionalidade: a sensibilidade, o fascínio pelas múltiplas formas de viver e sentir, pelas demandas de cuidado que as pessoas trazem e pelas soluções que encontram.
A vida também trouxe lições: amizades, perdas e conflitos familiares, e uma timidez que me ensinou a escutar antes de falar — moldando meu estilo clínico em acolher quando todos querem ser ouvidos. Aprendi a compreender antes de julgar. As amizades que ganhei — e as que perdi — me ensinaram sobre lealdade, perdas e integridade. Estar verdadeiramente com alguém, percebi, é resistir à pressa e ao barulho do mundo.
Minha família foi e é meu chão — aquela que me formou e aquela que me foi confiada. Dos meus pais herdei fé e responsabilidade; das minhas irmãs, a consciência de que laços precisam ser cultivados. A morte da mais nova, quando eu tinha 39 anos, me deu a lição mais dura: não temos garantia de tempo, só de presença. Essas lições são parte do legado que procuro deixar e, ao mesmo tempo, sigo sendo desafiado e formado todos os dias por minha esposa e meus filhos – em quem encontro sentido para seguir.
Também fui moldado por mestres e referências: ao Isidro, meu tio e mestre, que me ensinou uma psicologia que conciliava sensibilidade e técnica; à Cláudia Philippi, que mostrou o valor da generosidade e da objetividade; à minha orientadora de Mestrado, Elenice Hanna, que sustentou meu processo com profundidade acadêmica e precisão, sem sufocar. Essas marcas me lembram que ética, clareza e cuidado precisam andar juntos.
Foi na psicologia que cheguei — a uma casa que eu não conhecia, mas já era minha. Entre tantos horizontes que ela oferece, conheci a docência, a organizacional, mas a clínica me acolheu.
Hoje, após mais de três décadas, sigo reconhecendo que cada encontro clínico me transforma. A técnica é base, mas não fim: é o que torna possível uma presença atenta, capaz de acompanhar a vida do outro e, a partir daí, organizar, apoiar e abrir novas perspectivas. O trabalho clínico reúne acolher, questionar e esclarecer — sempre orientado por uma finalidade simples: cuidar.
É nesse equilíbrio — entre rigor e humanidade, clareza e sensibilidade — que me reconheço como psicólogo e como pessoa.
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A psicologia que pratico se apoia na ciência: é ela que legitima valores pessoais e experiências de vida, transformando-os em um fazer profissional consistente, ético e responsável. Ela só se realiza plenamente quando caminha junto da sensibilidade e do respeito às múltiplas histórias e trajetórias humanas. Aqui compartilho parte da formação que recebi, que me ofereceu a base para sustentar essa prática.
Destaco fundamentos conceituais e éticos da Análise do Comportamento. Eles dialogam com valores pessoais, mas só encontram legitimidade quando submetidos ao exame da comunidade científica — a de hoje e a que nos antecedeu.É na busca constante de alinhar ciência, ética e humanidade que se organiza minha forma de trabalhar. Os valores que apresento aqui não são apenas princípios declarados, mas regras que orientam práticas concretas — é nelas que o trabalho clínico ganha corpo.
A partir desse aprendizado, estruturam-se os valores a seguir, que ajudam a compreender como organizo minha atuação profissional. Assim, temos uma psicologia:
Esses valores são a base da psicologia que pratico: uma ciência orientada para ser útil, uma ética vivida no cotidiano e um método capaz de acolher, questionar e apoiar o desenvolvimento de alternativas de enfrentamento.
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O que acontece na sessão é só o começo. O processo terapêutico se confirma no intervalo — no momento em que cada pessoa testa na vida aquilo que foi descoberto em conversa. Uma frase lembrada, um filme que ressoa, uma música que fixa, um texto curto que resgata propósitos e sentido: são recursos de apoio. Alguns são elaborados ou indicados pelo terapeuta; outros nascem das trocas vividas em sessão. Em todos os casos, tornam-se ferramentas que prolongam e sustentam o trabalho iniciado na clínica.
Aqui, reúno materiais escolhidos com esse propósito. Cada um vem acompanhado de comentários que ajudam a extrair o melhor de sua aplicação. Não são textos para acumular informação, mas para servir de apoio prático no cotidiano. São escritos claros e diretos — sem jargões que afastem, sem simplificações que diminuam. A ideia é que possam ser revisitados com facilidade, preservando ao mesmo tempo o fundamento ético e clínico que os orienta.
Podem assumir formas variadas: reflexões breves, análises de obras, metáforas que dão nome a experiências. Textos para se reconhecer, indicar sem hesitar ou guardar para o momento certo. Explicar e traduzir são modos de aproximar. Explicar abre caminhos novos; traduzir traz clareza quando há ambiguidade. No fim, trata-se de criar pontes — entre conceitos e vida vivida, entre psicologia e cotidiano. Materiais para aplicar, orientar, traduzir. Pontes para quando a vida pede clareza.
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Na clínica, surgem aprendizados que não cabem apenas nos livros. Eles aparecem quando um gesto, uma fala ou até um silêncio abre espaço para mudança. Compartilhá-los aqui é também contribuir com a base de conhecimentos que a psicologia constrói e renova continuamente.
São histórias construídas no diálogo com quem confiou sua trajetória. Apresentá-las é oferecer retratos singulares — tratados com respeito — que mostram como a vida se revela no cotidiano clínico.
Essas histórias atravessam perdas e recomeços. Lidam com limites impostos pelo corpo, pelas circunstâncias ou pelos conflitos. E revelam diferentes formas de vitalidade: em novos projetos, na aceitação, na esperança ou no acolhimento.
Histórias de casais, famílias e outros vínculos mostram como reconciliações e rompimentos são moldados por diferentes contextos e experiências, e como se articulam com lutos e recomeços.
Esses momentos lembram que o papel do terapeuta não é eliminar dores, mas caminhar junto. Ajudar a atravessar. Ajudar a encontrar novas formas de lidar com os desafios que fazem parte da vida.
O aprendizado clínico não oferece atalhos. Ele se constrói na trajetória profissional, revela nuances que só aparecem com o tempo e se confirma no diálogo com o conhecimento científico acumulado na área. Mas só ganha corpo no encontro direto com quem confia sua história.
Este espaço é um testemunho. Um convite a estudantes, colegas e leitores curiosos para ver a prática em movimento: gesto de partilha e de responsabilidade. Porque a psicologia também fala em histórias — que revelam humanidade e mostram que a ética se faz no detalhe.
Escrever sobre casos clínicos é gesto de reconhecimento e de responsabilidade: reconhecimento a quem confiou sua história; compromisso de tratá-la com dignidade. Contar histórias é também aprender. E aqui, elas mostram como sofrimento, mudança e esperança se articulam na prática clínica.
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Minha formação se construiu no encontro com mestres, livros e ideias que me precederam e abriram caminhos. Cada um deles ajudou a dar consistência ao modo como compreendo a psicologia — não como um acúmulo de teorias, mas como uma forma de ler o humano com método, ética e presença.
Este espaço existe para partilhar essas raízes: é um gesto de continuidade, em que tradição e sensibilidade caminham juntas.
O behaviorismo radical me ofereceu esse chão conceitual. Skinner ocupa nele um lugar decisivo — não por ser o ponto de partida, mas por ter articulado uma filosofia da ciência capaz de reunir o que antes estava disperso. Ao lado de Ferster, Dinsmoor e Herrnstein, formulou uma visão que combina rigor experimental e abertura ao vivido: um modo de compreender o comportamento como parte do tecido da natureza, sem afastá-lo da experiência humana.
Quando recorre às chamadas utopias comportamentais, Skinner não falava de sociedades ideais, mas de experimentos de pensamento. Usava esses cenários como forma de testar a força de um modelo unificado e parcimonioso para explicar o comportamento em todos os níveis — individual, interpessoal e cultural. Seu interesse não era o desenho das culturas, mas a demonstração de que compreender as contingências que moldam a ação pode gerar ambientes mais férteis para a aprendizagem, a liberdade e o florescimento humano.
Essa filosofia não entrega fórmulas. Entrega um modo de pensar — uma lente que ajuda a compreender o comportamento como relação viva com o ambiente. Reconhecer que toda experiência, pública ou privada, é funcional e situada abre espaço para agir com mais lucidez e responsabilidade.
Foi essa base que deu sustentação a quem veio depois. Jack Michael precisou a linguagem conceitual. Goldiamond mostrou que liberdade e ética são inseparáveis. Hayes retomou a herança de Skinner e a expandiu com novas pontes entre ciência e sentido. Linehan, Kohlenberg e Tsai transformaram a análise em prática relacional. Gilbert incorporou a compaixão como dimensão de cuidado. E nomes como Ribes-Iñesta, Julio de Rose, Maria Amélia Matos e Tânia Zilio seguem mantendo vivo esse diálogo entre filosofia, ciência e aplicação no presente.
Minha formação se firma nesse movimento: entre o rigor dos clássicos e a ousadia das inovações; entre o método científico e a experiência vivida. Também se amplia no diálogo com outros campos — filosofia, arte, espiritualidade — que não apenas enriqueceram meu olhar sobre o humano, mas encontraram na análise do comportamento uma base sólida para desenvolver seus próprios caminhos.
Este espaço é, portanto, memória e raiz. Um gesto de transmissão e compromisso: oferecer coerência a quem valoriza a tradição, repertório a quem busca ampliar horizontes e conexões a quem deseja pensar o humano em sua complexidade.
Cada marco de formação não é só lembrança — é fundamento vivo, em movimento.
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Este espaço nasce como um lugar de trocas e encontros — um território de passagem onde ideias se encontram, se desafiam e se ampliam.
Mais do que reunir vozes, é um convite à compreensão compartilhada e à coautoria: um diálogo que atravessa fronteiras e busca convergência sem perder o vínculo com o que é vivo e concreto.
Com a colaboração de parceiros e convidados, procuro multiplicar perspectivas e registrar o que cada um traz de mais vital — descobertas, inquietações, experiências.
A proposta é simples e exigente ao mesmo tempo: criar pontes. Entre campos, entre pessoas, entre tempos.
Os encontros que se formam aqui não seguem fronteiras fixas. Reúnem pessoas dispostas a pensar o comportamento e a saúde mental a partir de diferentes formações e modos de ver o mundo. O que as une é o desejo de compreender o humano em sua complexidade — atravessando temas que pertencem à vida cotidiana: saúde mental, ética, cultura, espiritualidade, educação, relações humanas.
A Análise do Comportamento segue como base conceitual que orienta o pensamento e oferece método para o diálogo. Mais do que um limite, é ponto de partida — o chão de onde observo e participo do encontro entre ciência e fé, arte e método, clínica e gestão.
Também cabem aqui as vozes da casa: minha esposa, meus filhos e parceiros próximos, cujos olhares se cruzam com o meu em projetos, textos e vivências, lembrando que todo diálogo começa por perto.
Que este espaço seja registro e impulso — o testemunho de um tempo em que diferentes vozes aceitaram conversar, compartilhar e transcender.
E que nele permaneçam as marcas da diversidade e da riqueza de cada contribuição — os diálogos que se fizeram e os que ainda esperam seu momento de nascer.
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